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	<title>Crime e Castigo</title>
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		<title>Crime e Castigo</title>
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		<title>Vinho</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 02:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Gois</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Convidamo-vos a participar do almoço promovido pela Escola Católica São Marcelino Champagnat para confraternização de pais, à ser realizado no Espaço Gala, dia primeiro de novembro.&#8221;

Calças jeans combinando com camisetas de grife, tênis de marca e bonés, comprados com mais esforço do que o necessário para alimentar uma família inteira de desabrigados por um mês. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=crimeecastigo.wordpress.com&blog=1940156&post=123&subd=crimeecastigo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:left;"><em>&#8220;Convidamo-vos a participar do almoço promovido pela Escola Católica São Marcelino Champagnat para confraternização de pais, à ser realizado no Espaço Gala, dia primeiro de novembro.&#8221;</em><em><br />
</em></p>
<p>Calças jeans combinando com camisetas de grife, tênis de marca e bonés, comprados com mais esforço do que o necessário para alimentar uma família inteira de desabrigados por um mês. Minissaias, salto alto, vestidos que deixavam as pernas sentir o vento &#8211; que faziam alguns meninos e algumas meninas rezar para ser forte &#8211; e decotes que podiam ter sua função confundida com uma área de ventilação para umbigos. Pais, mães, filhos e filhas buscando, por detrás dos olhares e sorrisos falsos de cumprimento trocados, pela maior aceitação social.</p>
<p>Esgueirando-me pelas mesas enquanto equilibrava a bandeja com bebidas no braço direito, ouvi a conversa de um casal de jovens sentados sozinhos em uma mesa:</p>
<p>- Meus pais vão viajar amanhã&#8230;<br />
- Acho que você vai ter que matar aula pra ter tempo de saber tudo que eu quero fazer com voce.<br />
- Para de me deixar animadinha aqui, guarda esse fogo pra amanhã!</p>
<p>Senti um prazer malévolo ao perceber a ignorância paterna ao achar que ao pregar valores cristãos da boca pra fora aos filhos criarão santos, e uma risada sarcástica ecoou pela minha mente quando vi dois pais em pé, olhando para aquela mesa e comentando:</p>
<p>- Olha lá meu menino e sua menina conversando&#8230;<br />
- É, eles estudam juntos. Devem estar comentando alguma matéria.</p>
<p>É, cara. Biologia.</p>
<p style="text-align:right;">
<p style="text-align:right;">
<em>&#8220;How she&#8217;s down with the wise well-constructed disguise&#8221;</em></p>
<p style="text-align:right;">The Party Song, Blink 182</p>
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			<media:title type="html">Carlinhus!</media:title>
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		<title>Alvorada</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 16:50:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Gois</dc:creator>
				<category><![CDATA[:B]]></category>

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		<description><![CDATA[Tomava seu banho, fazia o café para aguentar acordada a madrugada de trabalho, e colocava sua roupa, já nem mais reparando no que estava vestindo, agora que essa rotina já era comum e seu guarda-roupa se resumia à minisaias e blusas decotadas. Abria a porta de casa às onze da noite, sentia o vento frio [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=crimeecastigo.wordpress.com&blog=1940156&post=108&subd=crimeecastigo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Tomava seu banho, fazia o café para aguentar acordada a madrugada de trabalho, e colocava sua roupa, já nem mais reparando no que estava vestindo, agora que essa rotina já era comum e seu guarda-roupa se resumia à minisaias e blusas decotadas. Abria a porta de casa às onze da noite, sentia o vento frio gelando as pernas, e sabia que passaria horas assim, mas não tinha escolha.</p>
<p>O trabalho era perigoso, e o canivete vermelho que sempre carregava na bolsa já a havia salvado algumas vezes. Lembrava-se até hoje da primeira vez que teve de usá-lo. Um senhor acabara de levá-la de volta, e assim que desceu do carro, um homem pouco mais novo que ela e com aparência surrada vinha em sua direção. Passou por ela, colocou a mão na cintura e a abordou. No calor do momento, no desespero de não perder todo o dinheiro que havia ganho naquela noite, ela o atacou. Um corte no braço, que o fez ir embora, assustado, e ela correr para casa, desesperada por ter feito o que acabara de fazer.</p>
<p>Chegou em casa ofegante e suando, e ao ver uma pessoa deitada imóvel na frente do portão não se sentiu surpresa. Isso já acontecia há tempos, e ela chegava até a agradecer pelas vezes que ele não sumia pela noite inteira. Mesmo abalada carregou o marido para dentro de casa, o colocou no sofá e deixou um balde do lado. Sabia que não devia ajudá-lo, mas não conseguia fazê-lo. Mesmo ele já não sendo mais a pessoa por quem ela se apaixonara anos antes, ainda havia muito afeto da parte dela, e ele, que não tinha nenhum outro alguém para sustentá-lo, era o único motivo para ela continuar com a vida que levava.</p>
<p>Exausta, deitou na cama e dormiu. Acordou por volta da uma da tarde, foi dar uma olhada no sofá, mas sabia que já não haveria mais ninguém lá. Resolveu passar a tarde em casa. Ainda não conseguira se acostumar com os acontecimentos da noite passada, e, remoendo os fatos, começou a se perguntar se realmente valia a pena passar por tudo isso, e a pensar em como seria sua vida sem ele, mas só a idéia disso já a perturbava tanto que ela se obrigou a tentar continuar sem mudanças.</p>
<p>Distêmica, mas mesmo assim se arrumando para mais uma noite na rua, ela não conseguia esquecer o que passara. Conformidade não era uma opção, ela tinha de dar um jeito de mudar sua vida sem perdê-lo, só ainda não sabia como, e isso a estava perturbando profundamente. O telefone toca. Há anos já não falava com sua irmã, única família que tinha, e que, apesar de tentar disfarçar, a desprezava pelo que deixara a vida se tornar. A notícia era ruim, e o momento péssimo. Um convite para o casamento, numa casa de festas grande e cara. O marido devia ser rico, pensou, e lembrou do inútil que ela sustentava. Desligou o telefone, e naquele momento sentiu a maior inveja que já havia sentido. Era insuportável. Tão parecidas, mesmo sangue, porém uma estava com a vida feita, enquanto a outra sentia a sua ser tirada. Saiu de casa, e numa mistura de ódio a si mesma e inveja da própria irmã, gritou o mais alto que pode, e com um soco de raiva no muro ao seu lado obrigou-se a sentir dor.</p>
<p>Uma moto parou à sua frente e um homem de preto fez sinal chamando-a.</p>
<p>- Quanto?</p>
<p>Sentiu-se estranha. Não conseguia nem forçar o sorriso que sempre dava para fazer os perdedores que a abordavam se sentirem menos inúteis. &#8220;O cara veio de moto!&#8221;, pensou. &#8220;Quem pega uma puta de moto? Merda.&#8221;.</p>
<p>- Seu relógio, gostei dele.<br />
- Certo.</p>
<p>Ruas escuras, lugar afastado, chegaram em uma casa de madeira. O cachorro latiu, e o homem, um japonês com no máximo um metro e sessenta o mandou calar-se, e olhou para trás, procurando por alguém que estivesse olhando. Certamente não queria os vizinhos comentando que ele era tão incapaz a ponto de ter que pagar por sexo.</p>
<p>Ela já estivera em lugares piores. Muito piores, como aquela vez que, um dia antes de seu aniversário de casamento e precisando de dinheiro para comprar um presente, aceitou dar debaixo de um viaduto. Ela deu, além da bunda para um idiota, uma pulseira para o marido no que talvez fora um dos dias mais feliz que tivera com ele, depois que, já conformada de que ele não ia se lembrar, ganhou uma caixinha cinza em forma de coração, e mesmo sem saber exatamente o que fazer com aquilo, a colocou sobre a mesa de cabeceira.</p>
<p>Nada de diferente ocorrera, mas ela não conseguia controlar o desprezo que sentia pelo homem. Talvez estivesse percebendo que nada disso valia a pena. Precisava pensar. Resolveu que depois de fazer o serviço iria para casa.</p>
<p>Deitou-se no chão, ele sentou-se ao seu lado e começou a acariciar seus cabelos e a beijá-la.</p>
<p>- Me come logo.</p>
<p>Porra, ele estava pagando, não precisava agradá-la. Ela era mercadoria, ela não queria carinho. Abominava carinho. Achava o cúmulo da babaquisse tentar se mostrar legal à uma prostituta. Você paga e tem o que quer, não precisa fazer nada, além de pagar.</p>
<p>Estava irritado. Ela o sentia, de dentro para fora, irritado, e isso aumentava cada vez mais a raiva que ela estava sentindo. Gemia, mas não de prazer, e nem de dor. Era ódio. O abraçou usando as unhas, e com a maior força que conseguia fazer o arranhava. Ele era estranho, parecia gostar, parecia achar que os arranhões eram de prazer, e a puta, que era como se sentia agora, o fazia cada vez mais forte. O pediu que o chupasse, ela obedeceu, vendo nesse momento um jeito melhor de mostrar o ódio que sentia não por ele, que nada tinha feito além de ser um perdedor, mas pelo que a vida a tornara, por tudo que estava guardado dentro dela.</p>
<p>- VADIA!</p>
<p>Sentiu um tapa no rosto, e caiu de lado no chão, enquanto ele, gemendo de dor, tentava chutá-la. Desviando dos golpes conseguiu pegar a saia e a bolsa no chão, e levantar-se para correr em direção à porta. Antes de alcançá-la, sentiu um puxão no cabelo e caiu de joelhos, virada para ele. Viu sangue, e só então percebeu que ele não a deixaria sair dali. Tateava o chão à procura da bolsa que tinha lhe escapado depois de tomar uma joelhada no queixo. Ela só tinha uma escolha. Tirou da bolsa aquilo que tempos antes pretendera nunca mais usar, e dando um golpe na perna que ainda a tentava chutar no escuro conseguiu tempo para fugir.</p>
<p>Desesperada, correu algumas quadras só de saia, ainda segurando a blusa e a bolsa na mão. Parou, vestiu-se, e tentou descobrir onde estava. Não fazia idéia, e àquela hora não encontraria ninguém para ajudá-la. Caminhou um bom tempo até achar um ponto de táxi. Ainda tinha o relógio recebido horas antes na bolsa. O estúpido, além de ter servido de cachorro quente para puta, tinha pago por isso.</p>
<p>Deu o endereço ao taxista e ofereceu o relógio como pagamento, e, sentada no banco de trás, afundou o rosto na bolsa para esconder as lágrimas que não vieram. Ela sentia ódio, mais do que jamais havia sentido. Queria gritar para todos ouvirem, gritar até que tudo à sua volta sumisse, até que essa raiva passasse e as memórias se apagassem. Desceu na frente da casa, que ainda estava com as luzes apagadas, mas não entrou. Não conseguiria dormir, e caminhar a fazia sentir-se melhor, então andou, sem destino, sem rumo, sem parar, tentando não pensar. Já via o sol quando resolveu voltar para casa. Viu uma senhora varrendo a calçada, e perguntou-lhe as horas. A mulher a olhou de um jeito estranho, e só então ela lembrou que ainda estava com a roupa da noite anterior, e que devia parecer acabada. Andava mais rápido. Agora só queria chegar em casa, deitar e dormir para esquecer, nem que fosse por algumas horas, de tudo.</p>
<p>Da esquina viu alguém com aparência de mendigo deitado na calçada, em frente ao portão da casa. Revirou a bolsa procurando as chaves quando se deu conta de quem era o bêbado no portão. Chegou ao lado dele, que dormia, e, chamando-o pelo nome, tocou-lhe o ombro, mas no coração não guardava apreensão, e a sensação de nostalgia que tinha sempre que o tocava dessa vez não veio. Diferente de antes, as atitudes dele eram discutíveis, ou melhor, indiscutíveis agora que a culpa pelo seu jeito de viver começava a cair sobre ele.</p>
<p>Abriu o portão e entrou em casa, deixando-o jogado, enquanto ele tentava se levantar usando o muro como apoio, com as pernas ainda tremendo e a cabeça rodando.</p>
<p>Jogou a bolsa ao lado da cama e deitou-se de bruços sem nem trocar de roupa, quando ouviu a porta batendo e uma voz que falava soluçando, ainda enrolando as palavras, e cuspindo:</p>
<p>- Faz horas que eu to te esperando pra abrir essa porra de porta! Onde voce tava?</p>
<p>Se esforçou pra não responder, porque agora sabia que não responderia mais com palavras afetivas. Além do mais, ele logo cansaria e a deixaria dormir em paz, para talvez acordar no passado, ou pelo menos em um dia mais normal.</p>
<p>- E ainda tem a cara de pau de chegar e ir dormir! Ninguém limpa essa casa mais? E cadê meu café? Levanta daí!</p>
<p>Continuou imóvel. Como se já não bastasse a noite que passara, ainda tinha que aguentar ser incomodada pelo peso morto que ela praticamente adotara. Sentiu uma mão segurando-a pelo braço e a virando para o lado. Abriu os olhos e econtrou os dele a olhando de perto, mais perto do que ela iria suportar.</p>
<p>- Eu queria que não fosse verdade, &#8211; disse ela, forçando-se a soar com uma tranquilidade pálida &#8211; mas é assim que eu te vejo agora, como um merda, e mesmo querendo colocar toda a culpa em você eu não consigo. Eu queria nunca ter te conhecido, ou pelo menos não ter sido tão burra de me deixar levar até aqui.</p>
<p>- Do que você tá falando?<br />
- De você.<br />
- E do que você me chamou? &#8211; falou, rangendo os dentes e empurrando-a com força contra o colchão.<br />
- Ai meu braço, caralho! Me solta!<br />
- Repete!</p>
<p>Um barulho seco, tudo ficou escuro por pouco tempo, sentiu o lado direito do rosto quente, e com toda a força que conseguiu fazer, gritou:</p>
<p>- UM MERDA! EU DISSE QUE VOCÊ É UM MERDA!</p>
<p>A mão dele levantava denovo, enquanto ele a fitava com um ódio animalesco, mas, como se no fundo daquele olhar ainda existisse alguém, uma lágrima escorreu pelo olho esquerdo, e um momento de hesitação apareceu, mas aquela pequena gota de água era leve demais para pará-lo.</p>
<p>Aproveitando o desequilibrio dele depois de dar outro tapa, o jogou para o lado da cama e correu para a cozinha no que pareceu uma eternidade. Ela não pode deixar de comparar isso ao que tinha acontecido na noite anterior. Essa cena parecia familiar para ela, como se soubesse que um dia esse acidente conteceria, como se tivesse cada cena dele já planejada em sua mente. Com uma certa tranquilidade incoerente ficou parada, encostada na pia esperando. Ele se levantou, caminhou rapidamente com passos pesados até a cozinha, e exatamente como ela esperava, franziu o cenho e segurou-a pela garganta. Sem dizer uma palavra, enquanto o via fechar o punho, tateou a pia e sentiu um garfo. Como na recente briga com um estranho, aliás, agora também em uma briga com um estranho, ela empunhou a primeira arma que achou e o atacou, dessa vez mirando no pescoço. Pôde ouvir a pele se abrindo, enquanto os dentes penetravam cada vez mais fundo na carne, que sangrava, desenhando quatro feixes que escorriam na pele até tingir-lhe a camiseta verde.</p>
<p>Escorregou as costas no armário da pia até chegar ao chão, e colocou a cabeça ao lado daquele verde que já não era mais de esperança, sentindo-se apenas indiferente. Lembrou de alguns momentos juntos, apenas dos bons, e podia sentir o calor do corpo dele, que já não emanava mais, tocando no dela, naquela que se fez a lembrança mais marcante, enquanto a mesa rangia para aguentar o peso dos dois corpos suados.</p>
<p>Andou até o quarto, queria guardar as memórias consigo. Pegou o presente ganho tempos antes que agora se faria útil e, usando aquele mesmo canivete que estava ainda sujo na bolsa, separou do corpo dele a parte que remetia às melhores lembranças e a guardou na caixinha que voltou para perto de sua cama, descansando agora controlada e eternamente ao seu lado.</p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;I&#8217;ve been locked inside your heart-shaped box for weeks&#8221;</em></p>
<p style="text-align:right;">Heart-Shaped Box, Nirvana</p>
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		<title>Celofane</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 02:34:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Gois</dc:creator>
				<category><![CDATA[:(]]></category>
		<category><![CDATA[:)]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu lembro, lembro de muito, acho que demais, até do que queria não lembrar mais. Lembro do que importa, do que muda, do que motiva, do que me entorta. Também lembro do que me traz de volta, como aquele chute que quebrou o espelho quando me arrependi de ter sido tão idiota. Eternas, algumas boas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=crimeecastigo.wordpress.com&blog=1940156&post=80&subd=crimeecastigo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu lembro, lembro de muito, acho que demais, até do que queria não lembrar mais. Lembro do que importa, do que muda, do que motiva, do que me entorta. Também lembro do que me traz de volta, como aquele chute que quebrou o espelho quando me arrependi de ter sido tão idiota. Eternas, algumas boas, algumas ruins, e algumas indecisas, mas irrefutavelmente importantes lembranças.</p>
<p>Não esquecerei da única pessoa que me ensinou a amar, e depois a me odiar, e nem do que me ensinou que para receber é preciso se entregar. Aquela primeira viagem sozinho, que ilógicamente me fez sentir bem acompanhado, diferente da primeira, de muitas vezes, que mesmo entre amigos, me senti terrivelmente sozinho, mas que depois me fez perceber que era com eles, que mesmo mal, eu queria estar.</p>
<p>A primeira promessa que fiz, chorando, foi a de não mais chorar, e descobri que as vezes é impossível se controlar, como fiz daquela vez, que jurando que não ia me deixar influenciar, deixei-me, e fiz a coisa certa.</p>
<p>Hoje eu tentei achar soluções pra esquecer coisas que eu gostaria de não ter descoberto, e agora eu sei que nem eu sou tão esperto. Dizem que mesmo experiências ruins trazem significativas lições, mas eu preferia cotinuar ignorante, a ter descoberto o quão rápido pessoas queridas e coisas boas podem ser perdidas. Para sempre. Impotência de mudar o passado e fazer o futuro, que mesmo aceitas me impedem de desistir do que procuro.</p>
<p>O susto bem dado, a piada inoportuna que me fez virar a própria, os programas de última hora que renderam ótimas histórias. O ir contra a vontade, fazendo o que parecia maldade, para só então perceber que o que parece ruim pode ser bom, e que às vezes mudar de idéia é a melhor opção.</p>
<p>Rio daquele pulo de barriga no rio, que era quase mais raso que uma poça d&#8217;água, daquela vez que, mesmo sem saber dançar, fiz todo mundo me copiar, e de quando mesmo sem saber cantar fiz uma multidão de cinco pessoas me acompanhar. Já cheguei a achar que nunca falaria &#8216;eu te amo&#8217;, e que toda vez que ouvisse isso fosse ser indiferente, mas o inesperado acontece, e é o que eu espero em recentes fatos que me dizem que nem tudo pode ser como eu quero, e que marcas que pessoas deixam não podem ser apagadas com outra, ou outras.</p>
<p>E agora eu fixo meu olhar na xícara de hoje, ainda cheia de café frio, misturado com as lágrimas de um dia vazio, que me fez acreditar que agora eu já não tenho mais nada a perder, e que vai passar, e virar lembrança.</p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;I can see forever all these things, they are obvious to me&#8221;</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Change Is All The Rage, Knapsack</em></p>
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		<title>Enterro</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 22:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Gois</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aquilo tomou conta de mim, era algo que nunca tinha acontecido antes. Eu me sentia diferente, como se fosse parte de algo maior, como se pudesse ser qualquer coisa. Lembro-me de que, assim que tudo havia acontecido, eu achava estar no começo de uma vida diferente, mas assim que eu acordei na outra manhã, tudo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=crimeecastigo.wordpress.com&blog=1940156&post=59&subd=crimeecastigo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Aquilo tomou conta de mim, era algo que nunca tinha acontecido antes. Eu me sentia diferente, como se fosse parte de algo maior, como se pudesse ser qualquer coisa. Lembro-me de que, assim que tudo havia acontecido, eu achava estar no começo de uma vida diferente, mas assim que eu acordei na outra manhã, tudo o que eu tinha era uma puta ressaca, e lembranças do dia anterior. Minha vida era plena de novo, e plena era tudo o que eu não queria.</p>
<p><em>&#8220;Ainda sei exatamente a frustração pela qual eu passei. Eu aprendi a odiar a mim mesmo, e isso era tudo que eu conseguia fazer de agora em diante. É tão estranho pensar que em tão pouco tempo todos seu planos podem ser destruídos, e tudo que você tinha tanto querido, acabou.&#8221;</em></p>
<p>Levantei-me da escrivaninha antes das lágrimas molharem o papel da carta, que planejava nunca enviar, porque mesmo estando errado, meu orgulho me dizia para deixar tudo passar, tentar não lembrar. Sempre fui meio complicado.</p>
<p><em>&#8220;&#8230;Não vou ficar repetindo o que eu já disse, acho desnecessário, porque você já sabe de tudo. Eu realmente não espero uma reação boa, e independente de qual ela for, minha consciência se faz tranquila.&#8221;</em></p>
<p>Era mentira. Tranquilidade era no mínimo o oposto do que eu sentia, e confesso que não tinha idéia do que aconteceria depois que ela lesse isso, agora que eu tinha decidido entregar. Ela entendeu, ela soube ser mais racional do que eu.</p>
<p>Até hoje, muito tempo depois, eu ainda me pergunto se eu realmente deveria ter falado aquilo, se era isso o que eu queria, ou se ter só esquecido seria melhor, mas agora não tem mais volta, e a dúvida do que teria sido sempre existirá.</p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;The wake up call to a rented room, sounded like an alarm of impending doom&#8221;</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Grapevine Fires, Death Cab For Cutie</em></p>
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		<title>Inspiração, Morbidez e Coração</title>
		<link>http://crimeecastigo.wordpress.com/2009/06/29/inspiracao-morbidez-e-coracao/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 05:10:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Gois</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nunca conseguiria se perdoar por isso ter acontecido, nada o convenceria de que não havia sido sua culpa. Acabara de receber uma ligação do hospital. Seu amigo fora encontrado pela colega de quarto, totalmente imóvel no chão, com uma seringa ainda espetada no braço. Quando os paramédicos chegaram, ela desesperadamente tentava conversar, pedindo pra o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=crimeecastigo.wordpress.com&blog=1940156&post=54&subd=crimeecastigo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Nunca conseguiria se perdoar por isso ter acontecido, nada o convenceria de que não havia sido sua culpa. Acabara de receber uma ligação do hospital. Seu amigo fora encontrado pela colega de quarto, totalmente imóvel no chão, com uma seringa ainda espetada no braço. Quando os paramédicos chegaram, ela desesperadamente tentava conversar, pedindo pra o já quase morto colega ter forças e continuar com ela. Estava com as pupilas contraídas, amareladas, quase sem pulso, e não conseguia fazer nada mais que balbuciar &#8216;me desculpe&#8217;, quase se afogando na própria saliva.</p>
<p>Largou o telefone sem reação. A boca aberta, a mão trêmula, a voz não saía. A esposa perguntara o que aconteceu, e ele, sem conseguir respirar direito respondeu: &#8220;O Gui&#8230; Hospital&#8221;. A notícia foi um choque, ele não conseguia acreditar. Fer, a colega de quarto, havia ligado e falado que ela tinha encontrado o amigo desmaiado no chão do quarto, e que agora ele estava na UTI, mas isso foi o suficiente para deixar todos sem reação.</p>
<p>Quando voltou a si, saiu correndo a pegar as chaves do carro, e saiu correndo, de pijama e meias, com a esposa indo junto. Não conseguia nem colocar a chave na ignição do carro, tamanho nervosismo. Ela se ofereceu para dirigir, ele fingiu não ouvir, e saiu, correndo o máximo que podia para chegar depressa. Era madrugada, a rua estava deserta, e loucamente Edson passava pelos sinais vermelhos sem nem se preocupar em diminuir a velocidade. Um clarão forte, um barulho ensurdecedor, sentiu a cabeça rodando, e inútil e imponentemente tentava proteger ela com o próprio corpo. Tudo apagou, e uma sirene foi chegando mais perto. Abriu os olhos, a respiração ofegante, olhou para o lado, viu a mulher apagada e sangrando. Começou a gritar por socorro, e a multidão já começava a se formar envolta do acidente. A ambulancia chegou, e ele pediu que a tirassem primeiro, disse que com ele estava tudo bem.</p>
<p>As duas ambulancias saíram em direção à Santa Casa, e Edson, que sempre havia se declarado convictamente ateu, começou a rezar, pedindo que nada acontecesse a ela. Ele sabia que não suportaria se algo acontecesse a menina que ensinou a ele a amar, e que era a única pessoa pela qual, romanticamente, ele já conseguira sentir algo verdadeiro.</p>
<p>Negando-se a fazer os exames pedidos, alegando estar se sentindo bem, ele pediu para ver a esposa, mas os médicos apenas o disseram para aguardar. Foi até a recepção, mancando e com um corte ainda sangrando na testa, e pediu notícias do amigo. &#8220;Ele está na UTI, e está proibida a entrada de visitantes&#8221;. Sensação de impotência, nunca ele havia passado por minutos tão longos na vida, e ele realmente não podia fazer nada agora. Sentou-se, e foi aí que tudo o que estava acontecendo passou pela cabeça dele. Uma única lágrima caiu, a primeira da sua vida. A idéia de ter um amigo entre a vida e a morte já era terrível, e agora ele também sentia a culpa de ter feito isso com a esposa.</p>
<p>Ergueu os olhos, um senhor de meia idade, cabelos brancos, barba feita e jaleco branco caminhava em sua direção. &#8220;Sr. Edson, sinto muito&#8230; Sua esposa sofreu um trauma encefálico grave, e entrou em coma naturalmente. O prognóstico não é bom, e receamos que ela entre em continue em estado de coma. O senhor pode vê-la agora.&#8221;</p>
<p>Sentiu-se um idiota por ainda ter tido esperança de que Deus o ajudaria. Se um dia ele havia deixado de acreditar nisso, não havia motivos pra se rebaixar e voltar a fazer promessas, que novamente não foram atendidas. Levantou-se, mas, ao invés de ir ver a esposa já praticamente morta, tomou o caminho contrário, e foi para a rua. Ele não havia dado a si mesmo outra escolha, e preferia fazer isso antes de possivelmente receber a segunda pior notícia que ele poderia.</p>
<p>Encontrou um orelhão, e fez uma única ligação pedindo a Fernanda que cuidasse de Gui. Sabia que o amigo o entenderia. Desligou sem deixá-la responder, porque ninguém o faria mudar de idéia. Ela estava no quarto ao lado de Gui, já acordado, ainda meio grogue e moribundo, mas já consciente. Nenhum dos dois ficara sabendo do acidente. Curioso pela expressão tensa da colega após receber a ligação, Gui perguntou quem havia ligado. Ela achou melhor esconder e, tentando fingir um sorriso, disse: &#8220;Não importa&#8221;. E agora já não importava mesmo.</p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;How many times do you wanna die? How many ways do you wanna die?&#8221;</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>The Royal We, Silversun Pickups</em></p>
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		<title>Preto e Branco</title>
		<link>http://crimeecastigo.wordpress.com/2009/06/28/preto-e-branco/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 06:42:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Gois</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tudo parece tão distante agora. Estou sentado, olho um ponto fixo na parede, nada é capaz de me distrair. Me sinto estranho, me sinto pesado, e o tempo parece não passar. Falam que o passar dos dias faz tudo mais fácil. Eu não acredito. Eu esperei, e só o que acontecia era piorar, então eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=crimeecastigo.wordpress.com&blog=1940156&post=22&subd=crimeecastigo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Tudo parece tão distante agora. Estou sentado, olho um ponto fixo na parede, nada é capaz de me distrair. Me sinto estranho, me sinto pesado, e o tempo parece não passar. Falam que o passar dos dias faz tudo mais fácil. Eu não acredito. Eu esperei, e só o que acontecia era piorar, então eu tive que fazer alguma coisa.</p>
<p>Eu lembro das fantasias que criava, e rio de pensar que eu realmente esperava que tudo o que eu queria aconteceria, e que podia conseguir qualquer coisa. Já tinham me falado que excesso de confiança podia ser ruim, e eu me sinto muito burro por não ter ouvido. Eu nunca ouço, sempre tenho que testar por mim mesmo, merda. Tudo parece mais fácil quando é só hipótese, mas quando realmente acontece, nada sai como o esperado.</p>
<p>De algum jeito eu aparentava estar menos triste que antes. Uma reação inesperada, que nem eu mesmo conseguia entender, e mesmo remoendo fatos parece impossível achar um motivo pelo qual eu dei aquela resposta. Talvez eu tenha só decidido aceitar, e mesmo que isso possa ser confundido com covardear, eu desisto de entender, desisto de esperar, e desisto de fazer, se isso, apenas aceitar, for me fazer sentir melhor, mesmo que só um pouco.</p>
<p>Levanto e saio denovo, torço para que dessa vez, com um pouco mais, eu torne isso mais suportável, ou talvez para que, por um descuido, demais faça tudo acabar.</p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;And what do i get for my pain? betrayed desires and a piece of the game&#8221;</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Bullet With Butterfly Wings, The Smashing Pumpkins</em></p>
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		<title>Dispensa da crença, suspensão da descrença</title>
		<link>http://crimeecastigo.wordpress.com/2009/06/25/dispensa-da-crenca-suspensao-da-descrenca/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 04:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Gois</dc:creator>
				<category><![CDATA[:S]]></category>

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		<description><![CDATA[Já há algumas horas rolando no chão frio, que agora era sua cama, tentando não pensar em nada, levantou -se. Não conseguia mais ficar parado, não queria mais remoer fatos, tentando achar explicações, mas o lugar estava carregado de lembranças que levavam a perguntas sem resposta. Ultimamente sentia-se assim em qualquer lugar, com qualquer companhia, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=crimeecastigo.wordpress.com&blog=1940156&post=15&subd=crimeecastigo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Já há algumas horas rolando no chão frio, que agora era sua cama, tentando não pensar em nada, levantou -se. Não conseguia mais ficar parado, não queria mais remoer fatos, tentando achar explicações, mas o lugar estava carregado de lembranças que levavam a perguntas sem resposta. Ultimamente sentia-se assim em qualquer lugar, com qualquer companhia, em qualquer estado. Mas tentando sempre esconder o que estava acontecendo, conseguia quase sempre fugir das conversas emocionais que sempre o incomodaram, e que agora evitaria a qualquer custo.</p>
<p>Crença antiga, que agora ficara no passado. Se antes não tinha certeza, agora, depois de tantos pedidos não atendidos, perguntas sem resposta, e incontáveis promessas não cumpridas por nenhuma das partes, a certeza de que nada existia, existia.</p>
<p>O última coisa que o mantinha próximo disso não fazia mais sentido, então desamarrou os nós dados com carinho tempos antes, e, mesmo com uma resistência a esse ato, queimou a corrente, e então as imagens até a metade, que depois foram guardadas e carregadas à todo lugar, talvez por vestígio de esperança. Mas a espera foi longa, longa demais, e saber que tanto tempo fora desperdiçado enganando a si mesmo, por ter se deixado antes enganar por outros criava agora uma frustração maior que tudo.</p>
<p>Colocou o tênis que mais machucava seu pé, uma blusa grossa, as duas imagens no bolso direito, e saiu caminhando sem rumo, até parar acidentalmente na frente de uma igreja, vista antes muitas vezes, mas que agora tinha, dentro dele, um sentido completamente diferente, ou melhor, uma total falta de sentido. Sentou na entrada, acendeu um cigarro, e brincava com as duas pequenas peças quando atrás dele um senhor apareceu. De roupa preta, perceptivelmente velho, com ar de sabedoria, e como se pudesse sentir o que estava acontecendo, perguntou, estendendo a mão: &#8220;Acabou?&#8221;. O rapaz deu uma ultima olhada para sua mão, e então entregou o que tinha, sem dizer uma palavra. &#8220;Você virá aqui para pegar isso de volta&#8221;, ouviu quando já estava de costas.</p>
<p style="text-align:right;">
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;And all those words that you don&#8217;t say just mean less and less each day&#8221;</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Don&#8217;t, Blink 182</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/crimeecastigo.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/crimeecastigo.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/crimeecastigo.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/crimeecastigo.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/crimeecastigo.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/crimeecastigo.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/crimeecastigo.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/crimeecastigo.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/crimeecastigo.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/crimeecastigo.wordpress.com/15/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=crimeecastigo.wordpress.com&blog=1940156&post=15&subd=crimeecastigo&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Carlinhus!</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O que você procura não está aqui</title>
		<link>http://crimeecastigo.wordpress.com/2009/06/24/o-que-voce-procura-nao-esta-aqui/</link>
		<comments>http://crimeecastigo.wordpress.com/2009/06/24/o-que-voce-procura-nao-esta-aqui/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 03:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Gois</dc:creator>
				<category><![CDATA[:(]]></category>

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		<description><![CDATA[Apático, incapaz de achar motivo ou vontade para fazer algo, já há algum tempo com a mesma melancólica e aparentemente eterna sensação de vazio. Não conseguia pensar em outra coisa, nada o distraía ou fazia esquecer desse objetivo, que se tornara agora obsessivo. Não há nada que outro alguém possa fazer, e a necessidade de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=crimeecastigo.wordpress.com&blog=1940156&post=11&subd=crimeecastigo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Apático, incapaz de achar motivo ou vontade para fazer algo, já há algum tempo com a mesma melancólica e aparentemente eterna sensação de vazio. Não conseguia pensar em outra coisa, nada o distraía ou fazia esquecer desse objetivo, que se tornara agora obsessivo. Não há nada que outro alguém possa fazer, e a necessidade de um fim era agora doentia.</p>
<p>Uma resposta. Uma palavra. Mas o medo de ouvir o contrário do esperado e a incoerente incapacidade de desistir disso e seguir em frente criava racionalizações para adiar a inevitável pergunta, e as incontáveis tentativas de ter pistas sobre a certeza de consegui-la fazia a frustração ser cada vez maior.</p>
<p>A cada reação esperada, um sorriso começava a aparecer, e quando a confiança já era suficiente, a felicidade nao durava muito, logo que algo fazia voltar a confusão, e novamente tudo parecia não ter sentido. De onde vem essa obsessão? Por que nada mais, além das lembranças, e da agora quase inexistente esperança de o futuro ser igual ao passado e o presente apagado parece ser&#8230; feliz?</p>
<p>Sendo influenciado e movido por atos, palavras e demonstrações de amor ou indiferença de outra parte, já não mais tratada como outra, nem como parte, e sim como o todo, a única coisa que trás a vontade de continuar tentando, e consegue as vezes criar algo bom, é a imaginação, e o desejo de que algum dia ela deixe de ser.</p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;There&#8217;s still a little bit of your taste in my mouth&#8221;</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Cannonball, Damien Rice</em></p>
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